quarta-feira, 25 de julho de 2012

Hoje comemora-se o Dia da Mulher Negra Latino-americana


O dia 25 de julho foi instituído pela ONU como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, na República Dominicana, em 1992. A data foi escolhida como marco internacional da luta e resistência da mulher negra. Desde então, vários setores da sociedade atuam para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero, raça e etnia vivida pelas mulheres negras.
O objetivo da comemoração de 25 de julho é ampliar e fortalecer as organizações de mulheres negras, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais. É um dia para ampliar parcerias, dar visibilidade à luta, às ações, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra brasileira.

O SINTED parabeniza as nossas belas mulheres negras que representam a educação e outras categorias bravamente, seja nas salas de aula, nas dependências das unidades escolares ou nos cargos de direção e chefia. VOCÊS SÃO AS GUERREIRAS QUE LUTAM HISTÓRICAMENTE  para a construção de um mundo igualitário, justo e principalmente sem discriminação de qualquer natureza.


AMÉRICA LATINA EM PAUTA




Autor de diversos livros Nils Castro, intelectual do Panamá, lançou durante a Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20 realizado entre os dias 15 e 22 de junho, no Rio de Janeiro (RJ), sua mais recente obra: “As esquerdas latino-americanas em tempo de criar”. (Entrevista à revista Brasil de Fato - site).
Quais são as principais forças de resistência na América Latina hoje?
Nosso continente tem uma rica diversidade de processos nacionais e socioculturais que é preciso compreender e somá-los sem restringir as forças da pluralidade de seus integrantes. No passado, o esforço teórico por destilar definições classistas, rigorosas e estreitas nem sempre conduziu a melhores resultados práticos senão a maiores sectarismos políticos. Prefiro as noções mais generalizadas que abarcam toda a variedade dos contingentes dos oprimidos, marginalizados, despossuídos, explorados e discriminados. A todos os que padecem da injustiça e carecem de participação, sem importar muito se se trata de pobres do campo ou da cidade, de trabalhadores manuais, de pequenos proprietários ou de intelectuais.
Talvez na Europa dos socialdemocratas do século XIX e começo do XX essas definições excludentes tiveram utilidade, mas na América Latina não foi assim; essas categorias sociais aqui não estão tão diferenciadas e, se estiveram, nosso papel não seria o de separá-las e sim a de uni-las. Assim, prefiro as noções mais amplas de chamada, como a de Fidel Castro em “A história me absolverá”, que não excluía e incitava a classe média – por isso ali a revolução triunfou – e como a de Nelson Mandela.
Nenhuma solução revolucionária pode nascer e desenvolver-se nascendo de um sectarismo.

A América Latina passou por um período, no século passado, de muitas ditaduras militares e muitas delas, segundo alguns estudiosos, foram viabilizadas pelos Estados Unidos. Qual a influência estadunidense hoje na região?
Não apenas viabilizadas, mas impostas por distintas agências estadunidenses, quando suas autoridades impediam que os povos latino-americanos pudessem eleger os governos que gostariam. Isto não é mais assim na medida em que o poder relativo dos Estados Unidos tem diminuído, e que alguns setores da opinião pública americana agora têm concepções mais éticas e democráticas, em que os povos latino-americanos são menos tolerantes com as ingerências estrangeiras, e em que os governos progressistas na América Latina têm conseguido recuperar maiores cotas de autodeterminação e soberania.
No entanto, embora a hegemonia estadunidense não esteja tão esmagadora como antes, não deve ser subestimada. No establishment quem controla Washington são as forças reacionárias e prepotentes que dispõem de um conjunto de agências oficiais, extraoficiais e privadas de amplo alcance conspirativo e pouco respeito pelas leis e o espírito do direito internacional. Há anos que experimentamos invasões militares como a da República Dominicana (1965) e Panamá (1989), mas isso não significa que essa alternativa seja materialmente possível, posto que em países mais remotos como Iraque e Afeganistão elas seguem ocorrendo.
A viabilidade de nossos projetos progressistas de maior alcance depende de nós mesmos, e da solidariedade entre nossos povos e governos: de nossa própria coragem moral e política, como tem demonstrado a resistência cubana. Isso exige duas coisas: por uma parte, incrementar nossa capacidade de esclarecer ideais e criar cooperações em diálogo com setores progressistas estadunidenses. De outro modo, nossa capacidade de propor a nossos povos projetos em que eles possam crer e confiar, e que produzam resultados desejáveis e eles queiram defender.

Nos últimos anos ocorreram tentativas de golpes na Venezuela, Bolívia, Equador e Honduras, e em junho o presidente do Paraguai foi deposto. Existe alguma relação entre esses fatos? Como você avalia a saída de Fernando Lugo do poder?
No ano passado publiquei um ensaio chamado Quem é e o que pretende a “nova direita”, que circulou bastante nos meios digitais e que aborda um tema que agora desenvolvi mais neste último livro. Ali digo que com a eleição dos governos progressistas a direita tradicional foi vencida nas urnas e perdeu temporariamente a luta, mas que não foi derrotada em seu poder econômico, sociocultural e midiático. Portanto, tem amplos recursos para reavaliar a situação e criar seus novos métodos, linguagens, mitos e formas de persuasão e engano para lutar pela recuperação do governo.
Pode ser por novos meios, como no Panamá e no Chile, criando a lenda de que convém eleger um “não político” que é um empresário exitoso, isto é, um personagem que demonstra grandes habilidade para os negócios e está disposto a por seu serviço à disposição da sociedade. Um personagem que acima de tudo, como é muito rico, já não necessita enriquecer com o uso do governo: eficiente e honesto, é o substituto perfeito dos desprestigiados políticos tradicionais. Este modelo se iniciou com Berlusconi na Itália e continuou com Martinelli e Piñera em nossa América. Nos três casos, apoiando-se em uma esmagadora ofensiva midiática, para instalar esse mito e desqualificar seus adversários.
Este modelo é um fracasso, posto que os três têm sido um fracasso no governo e tem causado uma enorme desilusão social.
No entanto, as direitas também estão tentando reconquistar o governo através de variantes “melhoradas” de seus velhos métodos: em Honduras, os generais deram o golpe, mas em seguida se disseram ao lado entregando o poder aos civis mais reacionários, para amortecer as reações antigolpistas. No Paraguai não acionaram o exército, mas promoveram astutamente um golpe parlamentar supostamente “legal”, mas ostensivamente ilegítimo, também buscando neutralizar as resistências. No Equador e Bolívia, tentaram simular conflitos étnicos e sindicais, como o das demandas salariais e dos policiais.
Em todos os casos, houve uma cobertura de artilharia intensa dos grandes meios tradicionais de comunicação, que servem para distorcer os fatos e o discurso dos pretextos golpistas.


PADRE JOÃO PEDRO BARESI - UMA OPÇÃO PELOS POBRES


Sacerdote comboniano relata seus caminhos religiosos e sua atuação no Brasil por justiça social. Parte de entrevista concedida à revista Brasil de Fato (site).

 Quem são os combonianos?
É uma palavra difícil. Comboni nasceu a 60 km da minha casa. E se rebelou na juventude, um espírito de Deus. Decidiu dar a sua vida por alguém que precisasse. Decidiu ir ao Japão porque tinha lido a respeito dos mártires japoneses que tinham sido mortos. Depois encontrou com alguém que vinha da África e começou a descrever a situação de lá. E ele resolveu ir pra lá por estarem pobres e abandonados. Ele partiu para lá e, naquela época, no mapa da África Central, estava só escrito: HIC SUNT LEONES (Aqui existem leões). Não se sabia nada. Ele partiu quando Roma estava fechando a presença da igreja no continente africano porque morriam todos. Ele praticamente colocou um pé na porta e conseguiu a manter aberta. Então, o que admiro em Comboni? Resume-me naquela frase: a única paixão da minha vida foi o povo negro. Nós combonianos devemos muito a isso aqui no Brasil. Nós tivemos um grande homem, que morreu muito jovem, Heitor Frisoti, que se identificou muito com o povo negro do Brasil. Mas nós não tivemos a capacidade e a prontidão.

Nesse sentido de conhecer a realidade do povo, o senhor acha que o celibato deveria ser opcional?
Sim. Eu primeiro digo que faria a opção pelo celibato, mas deve ser opcional. Eu tenho amigos seminaristas que seriam ótimos padres missionários, mas largaram por querer casar.
 Nesse sentido, o senhor acha que esse “espírito” da Teologia da Libertação, se transmutando, ele está presente nos indignados da Espanha, no Occupy Wall Street...
Evidente. Está presente em 1968. Cito mais uma vez Comblin, quando dizia que os terroristas de hoje serão os heróis de amanhã. Isto é, a maneira de olhar a história que precisa descobrir (precisa ser descoberta). Quer seja a história do poder ou a história do povo que cresce. Agora eu acho que muitas pessoas da teologia, digamos da pastoral da libertação, para não ficar nos especialistas, prejudicaram muito a linha libertadora. Faziam aqueles comícios na igreja, não aprofundavam nada, teve gente que foi afastada das comunidades só porque queriam rezar... Eu penso que a linha da teologia da libertação está vivendo um inverno. Mas eu acredito que as sementes estão aí. E resistem os melhores. Quem entrou no oba-oba já era, porque o reino de Deus não cresce no oba-oba. Deve-se entregar a vida. Não se deve ganhar. A história é sempre um perder. Esse é o sentido da morte de Cristo. A vitória com toda a aparência de morte, de derrota. Isso é difícil de assimilar.

E o que é afinal o “espírito” da Teologia da Libertação?
Você fala em teologia e já sabe que reflete na pastoral da libertação. Está no documento da Conferência de Meddelín, que disse: “olhando para o nosso povo descobrimos que tem um grito abafado para ser libertado e que ninguém escuta”. Então o espírito é serviço ao povo. A igreja que não é pra si mesma.

MUDANÇAS EM CUBA E O SOCIALISMO


Retratamos aqui parte de uma entrevista feita pela revista Brasil de Fato com a filósofa  cubana Isabel Monal sobre a trajetória socialista de seu país.
Vamos falar, agora, sobre as mudanças em Cuba. 
A necessidade de fazer mudanças é evidente. Essa necessidade de modificação era pedida por absolutamente todos. Claro que nem todos tinham em mente o que deveria ser mudado e como deveria ser feito, e ainda hoje pode ser que isso se dê. A juventude, também, estava pedindo essas mudanças como um eixo normal e natural da dinâmica desta própria sociedade. Mas, além disso, no caso específico de Cuba, me parece obviamente necessário o que chamamos de atualização do modelo cubano.

Como seria esse processo?
Reafirmo que as mudanças devem implicar em uma atualização do modelo. Além disso, há a necessidade de retificação de linhas que se seguiram e que estavam erradas, sendo necessário modificá-las. Por exemplo, a liquidação de quase todo o artesanato, que contém uma cultura de séculos.
E o processo revolucionário?
Um dos problemas que nós revolucionários temos ao longo da história é a impaciência. Estamos cheios de um espírito de maior ou menor impaciência. Isso nos faz atuar, nos impulsiona. Mas essa impaciência faz com que se queira já uma ótima forma de justiça social, qualquer forma de desigualdade incomoda muito. Marx, através da Crítica ao Programa de Gotha, alerta contra isto. Não se liquida tudo da velha sociedade de uma só vez. E nós, levados por essa impaciência de liquidar o velho, quisemos queimar etapas e as consequências se pagam. Algumas das coisas que no exterior se divulga é que estamos rumo ao retrocesso ao capitalismo – e eles dizem retrocesso porque é o que eles querem – mas não estamos em um processo de regresso ao capitalismo de nenhuma maneira. O que não quer dizer, por exemplo, que toda uma série de formas de trabalho que em Cuba chamamos de ‘conta própria’, que já existiam, não possa existir.
Como o socialismo e as mudanças propostas são vistas pela juventude?
Temos um problema muito específico com as novas gerações. Eles não têm – e isso não é uma questão só de Cuba – uma verdadeira compreensão, um verdadeiro interesse no mundo. E esse interesse pelo mundo e essa compreensão do mundo, em primeiro lugar, deve ser uma condição desse homem do socialismo que não pode pensar só nele.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

PARA QUEM GOSTA DE SE MANTER BEM INFORMADO

     Quem gosta de boas informações, fora da mídia comum, acesse: www.outraspalavras.net

     Precisamos estar providos de boas fontes de informações para que não "entremos de embrulho" nas opiniões da grande mídia que pertence aos que detém o poder econômico e politico.
     

DESOBEDIÊNCIA CIVIL NO RIO

     Desobediência civil é quando um povo se revolta contra uma atitude de um governo, recusando a obedecer uma norma instituída por ele.
     No dia 16/07, o governo do Rio de Janeiro tentou fechar um hospital para aumentar um instituto do câncer que fica ao seu lado. Os funcionários do hospital (médicos, enfermeiros e administrativos), juntamente com o povo, impediram o fechamento, não deixando que retirassem os materiais do estabelecimento. Os funcionários disseram que se cortassem os seus salários devido a atitude por eles tomada continuariam a atender a população do mesmo jeito.Os médicos disseram que estariam de plantão constatante. A imprensa filmou tudo. E agora? O que o governo fará?
     Certo é que se todos fizessem isso pelo país afora, certamente os governos pensariam duas vezes antes de tomar atitudes contrárias aos INTERESSES DO POVO! Parabéns aos que lutam pelos seus direitos!

terça-feira, 10 de julho de 2012

CRISES, GOVERNOS, PARTIDOS E SINDICATOS

     Mais uma vez assistimos o mundo rodeado por crises financeiras e sociais. Mais uma vez, os governos buscam salvar bancos e empresas em detrimento dos empregos das pessoas. Aqui em nosso país, os partidos se transformam em uma verdadeira salada político-ideológica no "vale-tudo" eleitoral. 
     Por incrível que pareça, até governos de cunho esquerdista como o de Dilma resiste a uma verdadeira guinada nos rumos do país ao se levantar contra os 10% do PIB para a educação e ameaçar com o corte dos salários os funcionários federais em greve por melhores salários. 
     Disso tudo, poderemos tirar algumas conclusões (?): - o regime militar conseguiu acabar com o sistema político nacional, quando extinguiu a UDN, o PSD, o PTB, o PCdoB e outros, criando a famigerada ARENA  e o folclórico MDB; - o único partido que surgiu fora daquele esquema, o PT, perdeu sua originalidade ao se aliar com partidos que antes criticava, para ganhar eleições e governar; - o sistema capitalista continua gerando crises e mais crises, sem se importar com os menos favorecidos; - hoje, pelo menos nós, brasileiros, estamos perdidos em meio a tantos desafios e desencontros. E agora, José?
     Nós, sindicalistas, devemos continuar nossa busca pela paz e pela justiça social, não tendo medo e/ou vergonha de criticar os que apoiamos e resolveram mudar de rumo. Continuamos a creditar que o mundo atingirá um melhor equilíbrio, em todos os sentidos, se conseguirmos a igualdade social, suprimindo a miséria e a exploração dos homens e da natureza em todos os cantos do mundo. A luta continua! Petrônio Filho.