quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

AUDIÊNCIA PARA ASDs DA REME

REME - AUDIÊNCIA PARA OS ASDs

Foi marcada pela justiça a audiência para os ASDs que há muitos anos tomaram pose em concurso pela Administração e foram deslocados para a Educação e recebem fora dela. 
Entramos com uma Ação Ordinária em 2.011 para que eles recebam conforme a tabela da educação.
Os (as) colegas receberão o aviso em casa, com a data do ajuizamento (13/03, às 14 horas).

POSSE DE ESPECIALISTAS DA REME

REME - POSSE DE ESPECIALISTAS 

O edital do concurso parta especialistas, de há anos, previa 18 vagas e sua prescrição era para 07/12/2.011. Conseguimos prorrogá-lo para 07/12/2.013 e já form chamados 36 profissionais. 

Continuarem na luta por mais chamadas do concurso, apesar de "correr notícia" de que estão nomeando ou nomearão pessoas para o cargo, fora do concurso. Se isso acontecer, tomaremos as medidas cabíveis.

Estamos fazendo levantamento das vagas. O que não podemos fazer é ADIVINHAR FUTUROS E POSSÍVEIS ERROS das administrações. Se houver denúncias e/ou descobrimos falhas, como já colocamos, tomaremos as providências.

POSSE DE DIRETORES DA REME

REME - POSSE DOS (AS) DIRETORES (AS)

Foi mais uma vitória do SINTED as eleições para as escolas e, principalmente, para os CEIs (inédito no Brasil). Outra vitória foi a possibilidade de atuação dos (as) adjuntos (as) poderem atuar como tais, independentemente da tipologia escolar. Também conseguimos a abertura para os ADMINISTRATIVOS poderem se candidatar (quatro foram eleitos). 

O que foi uma surpresa para nós foi a NOMEAÇÃO de diretores não eleitos. Sabemos das críticas, mas já dissemos que não temos como ADIVINHAR atos da administração e nem CONTROLAR relações políticos-pessoais. Quando somos CONVIDADOS como representantes sindicais por quaisquer reunião de partidos para discutir a educação, como por exemplo a realização de projetos para a área, estaremos prontos para colaborar com a nossa opinião. Isso tudo em aberto.
Somos favoráveis à PARTICIPAÇÃO POLÍTICA de todos os (as) companheiros (as), pois são os atores políticos que definem a nossa vida profissional. SOMOS CONTRA ATOS ESCONDIDOS E COM SEGUNDAS INTENÇÕES!

CORPORAÇÕES ATACAM EDUCAÇÃO PÚBLICA

Diane Ravitch: As corporações atacam a educação pública

Publicado em 10 de março de 2012 às 15:20
Escolas que podemos invejar

Diane Ravitch, no New York Review of Books, 8 de março de 2012

Tradução Viomundo

[Resenha do livro Lições Finlandesas: O que o mundo pode aprender com as mudanças educacionais na Finlândia?, de Pasi Sahlberg, Teachers College Press, 167 páginas, U$34.95]

Em anos recentes autoridades eleitas e formuladores de políticas públicas como o ex-presidente George W. Bush, o ex-chanceler educacional de Nova York, Joel Klein; a ex-chanceler educacional de Washington DC, Michelle Rhee e a secretária de Educação [equivale ao ministro, nos Estados Unidos] Arne Duncan concordaram que não deve haver “desculpas” para a existência de escolas com notas baixas em testes de múltipla escolha. Os reformistas do “sem desculpas” acreditam que todas as crianças podem atingir determinada proficiência acadêmica independentemente de pobreza, problemas de aprendizagem ou outras condições, e que alguém deve ser responsabilizado se os alunos não conseguirem. Este alguém é invariavelmente o professor.

[Nota do Viomundo: Na lista acima podemos incluir um sem número de 'especialistas' e políticos brasileiros que bebem na matriz neoconservadora]

Nada é dito sobre cobrar responsabilidade dos líderes municipais ou de autoridades eleitas que decidem questões cruciais como financiamento, tamanho da classe e distribuição de recursos. Os reformistas dizem que nossa economia corre risco, não por causa da crescente pobreza ou desigualdade de renda ou da exportação de empregos, mas por causa de professores ruins. Estes professores ruins devem ser identificados e jogados fora. Qualquer lei, regulamentação ou contrato que proteja estes malfeitores pedagógicos precisa ser eliminada para que eles sejam rapidamente removidos sem considerar experiência, senioridade ou processo legal.

(...)

Em Lições Finlandesas: O que o mundo pode aprender com as mudanças educacionais na Finlândia?, Pasi Sahlberg explica como as escolas do país se tornaram bem sucedidas. Autoridade de governo, pesquisador e ex-professor de matemática e de Ciências, Sahlberg atribui a melhoria das escolas finlandesas a decisões ousadas tomadas nos anos 60 e 70. A história da Finlândia é importante, ele escreve, “porque traz esperança àqueles que estão perdendo a fé na educação pública”.

Detratores dizem que a Finlândia tem boa performance acadêmica porque é etnicamente homogênea, mas Sahlberg responde que “o mesmo vale para o Japão, Xangai ou Coreia”, que são admiradas pelos reformistas corporativos por sua ênfase nos testes de múltipla escolha. Para os detratores que dizem que a Finlândia, com sua população de 5,5 milhões, é muito pequena para servir de modelo, Sahlberg responde que “cerca de 30 estados dos Estados Unidos têm uma população parecida ou menor que a da Finlândia”.

Sahlberg fala diretamente sobre a sensação de crise educacional que existe nos Estados Unidos e em outras nações. Os formuladores de políticas dos Estados Unidos procuram soluções baseadas no mercado, propondo “competição mais dura, obtenção de mais dados, abolição dos sindicatos de professores, criação de mais escolas charter ou adoção de modelos de gerenciamento do mundo corporativo”.

Em contraste, a Finlândia gastou os últimos quarenta anos desenvolvendo um sistema educacional diferente, focado em melhorar a qualidade dos professores, limitar os testes a um mínimo necessário, colocar responsabilidade e confiança antes de cobranças e entregar a liderança das escolas e dos distritos escolares a profissionais da educação.

Para um observador norte-americano, o fato mais marcante da educação finlandesa é que os estudantes não fazem testes-padrão até o fim da escola secundária. Eles fazem exames, mas os exames são desenvolvidos pelos próprios professores, não por uma corporação multinacional de ensino. A escola básica finlandesa de nove anos é uma “zona livre de testes-padrão”, onde as crianças são encorajadas a “saber, criar e sustentar sua curiosidade natural”.



Sinted Treslagoaseselviria No início dos anos 70, o então ministro da educação, o coronel do exército Jarbas Passarinho, promoveu a famosa Lei 5.692/71, reformando o ensino brasileiro. O Brasil deixa de seguir o ensino franco-europeu para acompanhar o ensino estadunidense, baseado no mercado e na competição, deixando-se o humanismo de lado (não pensar, mas sim produzir). O resultado está aí. O que já não era bom, piorou em muito. Se, pelo menos, a escola ensinava a ler, escrever e calcular, hoje, nem isso consegue.


ESTRELAS DA NOSSA BANDEIRA

As estrelas da bandeira do Brasil


A bandeira do Brasil foi adotada em 19 de Novembro de 1889. Tem por base um retângulo verde com proporções de 07:10. Inscrito a ele, há um losango amarelo, que inscreve um círculo azul, atravessado por um dístico branco com as palavras "ORDEM E PROGRESSO" escrito em letras verdes, assim como 27 estrelas de cor branca.

No círculo azul da bandeira nacional, cada estado da federação, assim como o Distrito Federal, está representado por uma estrela. São portanto 27 estrelas de 8 constelações representando os atuais 26 estados e o distrito federal brasileiro, como mostra a figura acima.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

SELEÇÃO PARA PROFESSOR COORDENADOR

SELEÇÃO PARA PROFESSORES COORDENADORES

Hoje, 04/02, o D.O. (pg. 04) trouxe o edital sobre a seleção para professores coordenadores da rede estadual, normatizando as escolhas. 
Em nosso município, todas as escolas apresentam duas vagas. 
Isso é bom pois ajudará a direção no andamento das atividades escolares, já que há muito o governo estadual não promove concurso para coordenadores.

DESABAFO DE UM LUTADOR E COMPANHEIRO

ANO QUE SE INICIA ... NOVOS PROBLEMAS E VELHAS CARAS.

Não é fácil! 

Ontem nos apresentamos em nossa escola (que gosto muito) para a famosa "atribuição de aulas"! Cheguei pouco antes de a diretora iniciar os trabalhos. Gosto de chegar bem antes para conversar com os (as) colegas. Já estavam sentados (as). Me acomodei ao lado de um jovem colega que sempre se mostra alegre. Outra professora chega e senta-se ao meu lado. Ela também é alegre e muito educada. 

Observo a sala. Uns me cumprimentam. Outros, me olham com cara feia, como se fosse um "intrometido"! Que coisa ruim! Isso me angustia muito. - Como pode alguém, já no início do ano, entrar em seu ambiente de trabalho tão amargurado (a)?

A diretora, preocupada, abre os trabalhos dizendo que "este ano não será fácil", destacando o problema da lotação devido as mudanças feitas pelo governo. Solicita o "profissionalismo de todos". Entendo sua postura porque já fui diretor e sei que sua responsabilidade e "culpabilidade" são grandes.
Felizmente, a vice-diretora deu um grande "Bom dia a todos!". Ela, penso eu, conseguiu levantar o astral, pelo menos de alguns, inclusive o meu. Leu uma mensagem e promoveu uma oração.

Durante as atribuições das aulas, grupos de professores (as) conversavam baixinho. Chegam mais alguns de outras escolas. Cumprimentam uns poucos. Nem olham para outros. Tem aqueles que sorriem para todos, enquanto que outros carregam seu rosto, enrugando a testa. Há os que parece demonstrar revolta com o mundo.

Chega a minha vez. Um dos últimos. Uma colega já estava sentada frente à vice-diretora. Quiz cumprimentá-la, mas nem me dirigiu seu olhar. Fiquei constrangido, sem saber o que fazer. A vice lhe disse que suas aulas já estavam distribuídas conforme ela queria. Respondeu rispidamente: "Tá bom!", e saiu ligeiro do seu lugar. Fiquei atônito. Consegui sorrir para a minha vice-diretora, que explicou-me a distribuição de minhas aulas. Conversamos um pouco e nos cumprimentamos em seguida, quando me retirei em direção ao pátio frente à cozinha, onde estava o nosso "lanche".
Conversei com algumas colegas, inclusive uma que tinha tomado posse na direção de um CEI da rede municipal na noite anterior, aliás, muito educada e alegre. Depois fui embora.

Estou muito angustiado e preocupado com aqueles (as) colegas revoltados (as) com a sua profissão e\ou com pessoas. Isto não é bom! Além de não resolver nada, cria um ambiente "pesado" ao seu redor e piora as relações interpessoais. 

Podemos (e devemos) ser críticos a certas situações e até mesmo a pessoas. Mas devemos ser cordial com todos. Acredito que a frase mais infeliz que possa existir é aquela que diz: "Não preciso de ninguém ou de você!". A revolta e a raiva nos trazem amargura e nos coloca em uma situação contrária ao que deve demonstrar um (a) educador (a). 

Todos sofremos com os descasos e a arrogância deste governo estadual (se for esse o caso). A FETEMS, que é a responsável pelas negociações com o governo, não o SINTED, tenta impedir aquelas atitudes. Mas é tudo feito na "calada da noite" e sem diálogo. Assim, além de ficarmos contrariados e constrangidos (pois assim como os diretores escolares, somos cobrados), nos sentimos impossibilitados, até por FORÇA LEGAL, de agir contra tais ações.

Termino este recado-desabafo enaltecendo aqueles (as) que tem consciência, conseguem enxergar aquela situação e nos apoiam no sentido de sempre tentar impedir a arrogância de alguns governantes. Se juntos a luta é difícil, pior ainda separados!

Lembre-se! O que já conseguimos foi com os movimentos sindicais. Sem o sindicato (mesmo com as possíveis falhas e impossibilidades) os avanços serão mais difíceis.

Que TODOS (AS) tenham um ótimo ano letivo!

Petrônio Filho.
APOIOS E AGRADECIMENTOS

Felizmente, recebemos palavras de conforto dos colegas que entendem o nosso trabalho. Fiz questão de agradecer a todos e a todas que tiveram a gentileza de me reconfortar. São pessoas que, assim como eu, preferem dar importância ao que dá certo e compreender o que dá errado. 
Reafirmo o meu propósito de lutar pelos nossos direitos, bem como pelo posicionamento profissional e humano de todos os profissionais da educação. SOMOS BOAS PESSOAS. MAS NÃO PERFEITOS! Petrônio Filho.