sábado, 9 de fevereiro de 2013

GOVERNO IMPEDE REPORTAGEM DE CONFIRMAR NOMEADOS NO SERVIÇO

06/02/2013 17:10 - Do Midiamax

Governo impede reportagem de confirmar se nomeados com altos salários vão ao trabalho

Wendell Reis

Luiz Alberto

Assessoria não permitiu acesso à sala para conferir se comissionados vão ao trabalho

Diante da indignação de vários leitores, expressados por inúmeros comentários feitos em matérias sobre nomeações de comissionados com salários que passam de R$ 7 mil na Governadoria, o Midiamax foi até a secretaria de Governo para localizar os nomeados e pedir esclarecimentos sobre função desempenhada. Porém, foi impedido de falar com os nomeados.

O Midiamax começou a busca por comissionados pela recepcionista da portaria da Governadoria, dizendo que gostaria de falar com Waldemir Poppi, Mariano Cabreira ou Rosemary Bezerra. Rapidamente, um dos seguranças do governador avisou que a reportagem era do Midiamax e a secretária pediu para procurar o responsável pela comunicação na Governadoria, Guilherme Filho.

O responsável pela comunicação de Puccinelli ainda não tinha chegado e a assessoria informou que só ele poderia dar informações sobre funcionários. Passados alguns minutos, o assessor de Puccinelli chegou e perguntou qual seria o assunto. Após tomar conhecimento de que a reportagem queria informações sobre as funções desempenhadas por comissionados com altos salários na governadoria, Guilherme informou que não era permitido acesso para falar com os funcionários pessoalmente.

“Não é o caso. Se você quer esclarecer se trabalham de fato, onde trabalha, tem como: liga para eles, para a assessoria de Governo e não tem problema nenhum, a gente informa. O Mariano, inclusive, eu conversei com ele hoje duas vezes”, garantiu.

Guilherme Filho justificou que embora estejam lotados na secretaria de Governo, alguns não cumprem, necessariamente, expediente no prédio. Ele comparou a situação a da secretaria de Saúde, onde não é possível encontrar todos os funcionários no prédio. “Pode ligar, se eles atenderem, na boa. Se houver algum esclarecimento mais objetivo, obviamente os superiores deles podem responder. Dizer que vai entrar para olhar sala por sala, isso não. Você nem me pediu isso”, concluiu. O Midiamax tentou falar com uma das comissionadas, Rosemary Bezerra, pelo telefone, mas a secretária Rose informado, as 16h50, que o RH (Recursos Humanos) já estava fechado e não teria como saber onde a funcionária trabalhava.

A justificativa da assessoria é parecida com a dada por Puccinelli no dia 14 de janeiro, quando ele foi questionado sobre a existência de funcionários fantasmas. “O Juvêncio emitia parecer. Quem disse que ele era fantasma é burro. Não precisa sentar o bumbum lá na cadeira”, disse o governador, sem esconder a irritação. Na sessão de abertura dos trabalhos na Assembleia, no dia 4 de fevereiro, Puccinelli foi questionado novamente sobre as indicações, mas disse que só falaria de questões políticas no dia 14 de fevereiro, quando volta das férias.

(...)

No começo do ano Puccinelli exonerou 143 comissionados do governo, com a justificativa de melhorar o desempenho dos funcionários. A relação de demitidos incluía o ex-senador e prefeito, Juvêncio César da Fonseca, ex-deputado Reginaldo de Oliveira Ferreira, ex-deputado Manoel do Carmo Vitório, ex-prefeitos Dácio Queiróz Silva, de Antônio João, e José Arnaldo Ferreira de Melo, de Inocência, ex-participante do Big Brother Brasil, Dilson Walkares Rodovalho Filho, conhecido como Dilsinho MadMax, ex-secretário adjunto de Educação, Gamaliel de Oliveira Jurumenha, diretor da Ageprev, Moacyr Roberto Salles e o ex-secretário de Fazenda, Thiago Franco Cançado.

Alguns dias depois o governador recontratou vários comissionados e nomeou outros, dando abrigo a vários derrotados na eleição de 2012. André Puccinelli já nomeou a candidata derrotada em Corumbá, Solange Alves, o ex-prefeito de Jateí, Eraldo Jorge Leite (PSDB), também derrotado nas urnas, a ex-vereadora Magali Picarelli (PMDB), e os secretários de Planejamento e Governo de Nelsinho Trad (PMDB), Paulo Nahas e Rodrigo Aquino, respectivamente.

GESTÃO DEMOCRÁTICA DESVIRTUADA


Comunicação CNTE Informa - 31 de janeiro de 2013 

Gestão democrática desvirtuada

Começa a se espalhar pelo Brasil o programa Coordenador de Pais, uma proposta da Fundação Itaú/Todos pela Educação, importada, na íntegra, do sistema de ensino de Nova Iorque (EUA), em que a contratação de pais pelo sistema público de educação deve ser estimulada para envolver esse segmento da comunidade escolar no acompanhamento dos/as filhos/as e das ações escolares.

Tal como em outras iniciativas, infelizmente, uma proposta historicamente defendida pela categoria começa a ser desvirtuada. Foi assim com o conceito de qualidade, onde os detentores do capital emplacaram diversas formas de gestão empresarial nas escolas, e tem sido assim em várias propostas de ciclos, onde a preocupação com a “eficiência” do fluxo escolar - resolvida com a simples aprovação automática - é mais importante do que repensar os tempos e espaços pedagógicos, ou inovar as formas de trabalho e de avaliação dos estudantes e do sistema de ensino.

A gestão democrática é um princípio caro para os/as educadores/as brasileiros/as, e consiste, sim, em aproximar todos os atores em torno do projeto político pedagógico da escola. Porém a integração deve ser autônoma e com estímulo a uma verdadeira democracia participativa - onde pais e mães ajudam a eleger as direções escolares, propõem alternativas ao conteúdo curricular e participam das decisões para superar os problemas que comprometem a aprendizagem dos estudantes. E isso tudo deve ocorrer, permanentemente, através de eleições democráticas nas escolas, de reuniões periódicas incentivadas pelos profissionais e as associações de pais e pela presença constante dos pais em todas as instâncias de decisões sobre as políticas para o sistema de ensino.

Um dos grandes riscos do Programa da Fundação Itaú consiste em transformar o importante segmento de pais de alunos em mais um “braço” do gestor público nas escolas, através de vínculo contratual remunerado. Há tempos a comunidade escolar luta pelo fim do clientelismo escolar e, agora, corre-se o risco de se ver reforçada essa conduta por meio dos pais, pretensamente convocados para uma causa bastante nobre.

O outro problema reside na sobreposição de ações simultaneamente conferidas a pais e profissionais no ambiente escolar. De acordo com os objetivos do Programa, os pais estão aptos a interferir em ações voltadas à disciplina dos estudantes por meio da presença constante nos portões da escola, nos horários de entrada e saída, ou “circulando” pelos corredores durante as aulas, os intervalos e horários da merenda. Além dessa flagrante sobreposição de funções educativas - pois a pedagogia escolar é diferente da familiar -, os estudantes também estarão sob constante vigilância da família, o que tende a inibir seu desenvolvimento psicossocial.

A CNTE não tem dúvidas de que a presença dos pais é essencial para o desempenho estudantil e para a melhor organização da escola. Mas ela tem limites e formas de ser processada. Nunca deve ocorrer por meio de vínculo contratual (empregatício) com o Estado, uma vez que depõe contra valores universais da democracia, especialmente a cidadania, e também não pode colidir com teorias e práticas pedagógicas, muito embora deva acompanhá-las de perto e sugerir adaptações.

Por fim, é preciso deixar claro que a gestão democrática defendida pelos profissionais da educação não limita a participação de pais e mães em ações específicas do cotidiano de seus filhos nas escolas. Eles/as devem participar do processo de elaboração, implementação, execução e avaliação das políticas educacionais, sobretudo com assentos garantidos em todos os conselhos de educação, da escola, da merenda e de controle social sobre os recursos financeiros da educação. Isto, contudo, passa ao largo da proposta reducionista de “coordenador de país” da Fundação Itaú, razão pela qual nos opomos a essa iniciativa.

GRUTA EM BONITO

ILHAS BORA-BORA

LEI DE PROTEÇÃO AO PROFESSOR


Projeto de lei estabelece medidas de proteção ao professor

Enviado por luisnassif, qua, 06/02/2013 - 10:08
Por alfeu
Agência Senado

Medidas de proteção ao professor contra violência serão examinadas pela CDH

Iara Farias Borges

Aguarda decisão da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) o projeto de lei que estabelece medidas de socialização e de proteção a casos de violência contra professores. A proposta, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Na CDH, a matéria já havia recebido relatório do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) pela rejeição. Porém, os senadores Paim e Cristovam Buarque (PDT-DF) requereram a realização de audiência pública para discutir o assunto com especialistas. Com isso, o relator decidiu reexaminar o projeto de lei do Senado (PLS 191/2009). Segundo a assessoria de Ricardo Ferraço, ele discutiu o assunto com a categoria e vai apresentar substitutivo à proposta para garantir segurança aos profissionais de educação.

O projeto

De acordo com a proposta, configura violência contra o professor ações, em razão da relação de educação, praticadas direta ou indiretamente por aluno, seus pais ou responsáveis legais e que causem lesão corporal, dano patrimonial ou morte do docente no exercício da profissão.

Pelo projeto, as escolas deverão instituir mecanismos internos para solucionar conflitos entre professores e alunos, bem como manter equipe multidisciplinar com profissionais das áreas psicossocial e de saúde.

Segundo Paulo Paim, a iniciativa da proposta deve-se a dados apresentados em estudo das pesquisadoras Tânia Mendes e Juliana Mousquer, que mostram a violência contra professores e o sentimento de insegurança que enfrentam na sala de aula. De acordo com a pesquisa, em 2003, 86% dos professores admitiram haver violência em seu ambiente de trabalho.

Esse estudo, como observou o relator da matéria na CE, o ex-senador Gerson Camata (PMDB-ES), indica que 89% dos docentes gostariam de contar com normas legais que os protegessem de agressões por parte dos estudantes. “A proposição surge, de maneira louvável, como forma de proteger os docentes”, disse Camata em seu parecer pela aprovação da matéria.

Na CDH, o senador Ricardo Ferraço apresentou um primeiro relatório opinando pela rejeição do projeto por entender que a proposta poderia limitar a aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – lei 8.069/1990). Ele argumentou no texto que as medidas socioeducativas sugeridas no projeto não apresentam inovações relevantes em relação ao que já está previsto na legislação vigente.

Ricardo Ferraço ponderou ainda em seu primeiro relatório que a sociedade brasileira já superou e abandonou o método repressivo para investir em educação para a cidadania, mais condizente com um estado democrático. Disse também que a violência verificada nas escolas pode ter relação com o despreparo de muitos profissionais da educação para lidar com o problema. Ele sugeriu investimento na qualificação dos profissionais, bem como no envolvimento de pais, alunos, educadores, polícia e comunidade para construir um ambiente de segurança.

Depois da decisão da CDH, a matéria será examinada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), na qual receberá decisão terminativa. Se aprovada e não houver recurso para exame pelo Plenário do Senado, poderá seguir para a Câmara dos Deputados.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

JUNTO AOS (ÀS) COLEGAS

JUNTO AOS (ÀS) COLEGAS

Este ano estaremos REGULARMENTE indo até as unidades escolares para melhor ATENDER aos (às) colegas e, principalmente, estar mais LIGADOS ao que acontece nos locais de trabalho. É difícil sairmos daqui, pois todos os dias temos problemas para resolver. Mesmo assim vamos montar um cronograma de visitas. 

Hoje, temos mais de 50 unidades de ensino, somadas as redes estadual e municipal. Mas tentaremos correr todas elas na medida do possível.

É impossível estarmos em todos os lugares ao mesmo tempo e sabermos de TUDO que acontece nos locais de trabalho. Assim, precisamos da ajuda dos (as) representantes sindicais e de todos os (as) companheiros (as). Tentamos fazer o possível para atender às necessidades da categoria, porém, não somo infalíveis!

PAPAI NOEL PARA PROFESSORES

SEGUNDA-FEIRA, 24 DE DEZEMBRO DE 2012

CARTA DO PAPAI NOEL AOS PROFESSORES BRASILEIROS

Queridos Professores

Pela primeira vez, quebro o protocolo e envio uma carta, mas vocês merecem! Estou profundamente indignado com a forma que as autoridades brasileiras estão tratando vocês. Acabo de jogar na lareira todas as cartas que recebi dos políticos brasileiros pedindo como presente a reeleição, meninos maus e incompetentes que não merecem a minha atenção.

A situação de vocês é tão grave, que acabo de ligar para a menina Dilma e lhe dei um violento puxão de orelha, pois no discurso de posse ela prometeu tratá-los com respeito e dignidade. O mandato está correndo e até agora vocês continuam ganhando uma miséria, a aprovação automática continua a todo vapor e os professores só aguentando humilhações. Já dei um ultimato a Dilma proibindo-a de usar a cor vermelha, exclusividade minha, enquanto não cumprir as promesas e dar a atenção que a educação e os professores merecem.

Dois estados do Brasil estão em situação crítica, ou melhor na minha lista negra, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A crueldade com os professores e a educação nestes estados estão me deixando indignado. Estou revoltado, pois vejo todos os dias nos jornais as promessas e os resultados magníficos, mas basta ver a minha correspondência que encontro milhares de criancinhas pedindo que eu mande um professor porque desde o começo do ano estão sem aulas por falta de professor, mães me pedindo para libertar os filhos do analfabetismo funcional, merendeiras pedindo alimentos para preparar a merenda, professores pedindo socorro, pois estão sendo forçados pelas diretoras a aprovar alunos para bater metas, comunidades aflitas com o fechamento de escolas, etc. Em Minas, o governador tem a cara de pau de dizer que os professores recebem mais do que o piso, isso é demais até mesmo para o saco de Papai Noel.

Nada mais me irrita do que os pedidos de diretores, diretoras e GIDES (que diabo é isso?) me pedindo ajuda para cumprimento de metas pra ganhar bônus. Aviso a essa turma que podem parar de me mandar carta que eu não vou atender. Deixem de ficar se enganando, deixem de ser tolos, arrumem coragem, tomem vergonha na cara e façam uma bela greve em 2013. Bônus é conversa para boi dormir...

Prometo a vocês professores que todos esses algozes que estão infernizando a vida de vocês, se depender de mim, não serão eleitos nem para síndico de cortiço. Agora peço a vocês que se unam e comecem o ano letivo de 2013, com uma greve monumental, paralisando as aulas do Oiapoque ao Chuí.

Lembrem-se a UNIÃO FAZ A FORÇA.

FELIZ NATAL A TODOS!

Papai Noel.
HO! HO! HO!